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terça-feira, 6 de setembro de 2011

e quando eu for embora ...


Meus pés já doíam dessa corrida cansativa, mas até que emfim chegou o final.
Hoje percebo que o que queria não era alguém perfeito, nem ao menos alguém diferente, mas sim alguém que me entendesse, que me fizesse sorrir apenas de pensar, e os caminhos da vida sempre mudam as direções e quem somos nós meros mortais pra compreender o por quê dos sentimentos sem retorno se isso ninguém nunca vai entender. Só sei que quando ficar mais velha, mas digo bem velhinha mesmo, poder lembrar e saber que posso dizer o quanto fui verdadeira e feliz, saber que pude contar com alguém e que esse alguém se importava comigo, saber até mesmo que posso ter sido um pouco egoísta, mas quem não querer coisas boas pra si mesmo não merece nenhuma demonstração de humildade e carinho.
Um dia me disseram que se o amor não é correspondido é porque não é amor e se você sofreu ou sofre é porque deve ser assim, mas isso é apenas uma escolha que o seu inconsciente decide, você só deve reagir as consequências.

E minha frequente pergunta se calou, se eu não sabia por que o sofrimento, agora eu sei, e vendo daqui posso até rir.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Alguns parênteses e colchetes


[...]

Eles estavam todos juntos, sabíamos disto. Mas haviam dois, que caminhavam perto demais, porém pareciam distantes e mais juntos ainda. Outros dois, deram as mãos e desapareceram, enquanto um deles correu bem na frente do bando, procurando abrigo para passarem a noite.
Encontraram enfim, um lugar para poderem acasalar e se aquecerem. Ficaram dispersos no prazer durante muito tempo, todos próximos, agrupados. Os mesmos dois que andavam de mãos dadas, se levantaram e mencionaram para o grupo, que haviam outros animais por perto, animais perigos e sábios. Todos se entre olharam para obter uma saída para o problema que surgiria.
Não conseguiram uma resposta e foram atacados, surpreendidos pelos arpões e pedras. Ficaram todos abaixados esperando que os invasores se retirassem, porém, antes que Mirena abrisse os olhos, foi atacada novamente e teve de correr para bem longe do restante. Outros dois fugiram também, encontrando uma clareira no meio da mata e ali adormeceram.
Os outros, lutaram com os animais e conseguiram afastá-los.
Mirena, longe de todos, ficou acocorada sob um cipó e um cedro, e ali adormeceu. Acordou com o canto dos pássaros, e despertando começou a ouvir vozes, foi correndo aonde pareceria ouvi-las. A cada passo parecia se afastar dos sons. Mas acabou encontrando um riacho onde banhou-se e pode matar a sede. Enquanto mergulhava, dois de seus românticos apareceram. Quando se viram, se abraçaram aliviados pela companhia um do outro. Ficaram mergulhados na água e o tempo passou muito depressa, pois tudo começou a escurecer, porém não era o aparecimento da lua, o céu havia se fechado para uma grande tempestade; ficaram aflitos pensando que não tinham abrigo. Correram na chuva, com suas roupas já molhadas.
A pequenina Ulma, caminhava rapidamente por entre as pedras e em nenhum momento caiu, porém Otávio, ia escorregando e caia nas possas de água que as árvores deixavam acumular. Riram muito, e enfim encontraram uma gruta, e foram entrando. Perceberam rastros de habitação no local, porém as coisas eram completamente diferentes do que estavam acostumados. Bem no fundo da gruta, seres estranhos, estavam sentados no chão, abraçados aos seus joelhos, como se assistissem a chuva cair. Riam e conversavam, em uma linguagem que nenhum deles entendia. Sentaram-se próximo deles.
No começo, fingiram como se nada tivesse mudado, assistiam o pingos de água caindo, sem cessar. Depois que a chuva passou, tentaram se comunicar, porém perceberam que não seria tão fácil assim.
Um dos ruivos, trouxe uma pedra e começou a desenhar....

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Talvez sim, talvez não


Já sentiu saudade do nada? Esse nada é algo que você corre atrás a sua vida toda e por mais engraçado que pareça ser, você sente saudade de algo que nunca teve.

A agonia lhe preenchia, estava louca e com muitas dúvidas. Quase nada parecia ter graça e ela não conseguia prestar atenção em coisa alguma, se pegava sorrindo sozinha se lembrando de uma coisa banal, insignificante, mas para ela aquilo tinha sido incrivelmente perfeito. Quando fechava seus olhos tudo e todos a sua volta simplesmente desapareciam, eram apenas os dois ali abraçados se beijando enlouquecidamente como se nunca mais fossem se ver. Tudo aquilo acaba e eles continuam se falando mas ela sabia que não iria passar por aquilo novamente, ela entra em desespero, porque quer mais e mais, mas a única coisa que consegue são lembranças

Pra ela, ela tinha se apaixonado, mas o que seria isso pra quem nunca tinha tido esse sentimento de que tanto falam? Sinceramente eu não sei, mas já ouvi dizer que é algo repentino e inexplicável, mas que vem acompanhado de felicidade, paz, diversão e ódio, dizem que faz sofrer. Mas como isso ? Não era pra ser perfeito? Talvez sim, talvez não, mas estou falando de paixão e não de amor.

Amor é pra sempre, você pode viver milhares de paixões mas vai conseguir viver apenas um amor, no amor sempre tem um momento para recomeçar e ser feliz, tudo depende apenas de você, apenas você querer ser feliz, apenas você querer viver.